As fotos abaixo mostram a curva perigosa da SP-55 em frente ao Buraco do Bicho. Local onde já ocorreram vários acidentes, pois não há acostamento na rodovia e ainda devido à interrupção da mureta de proteção e o guard-rail entre a ponte do rio Guaecá possibilita o estacionamento de veículos em local inapropriado e onde está instalado inadequadamente um telefone público que não funciona e precisa ser remanejado para outro ponto. É preciso corrigir esse problema complementando o guard-rail até a mureta, para evitar que esse pequeno espaço sirva de estacionamento e manobras perigosas, mesmo porque ali existe um barranco sem qualquer possibilidade de acesso à praia.
A gruta existente ali é denominada de Buraco do Bicho e que pode ser uma atração de interesse turístico só pode ser acessada a pé e com cuidado por estar muito próximo a essa curva.
Essa gruta que era uma caverna marítima foi separada da praia quando da abertura dessa estrada pelo município há cerca de meio século. Isso pode ser constatado, pois seu piso está no mesmo nível da praia. Naquela época não se tinha muita consciência ecológica e a escolha do traçado foi em função das limitações de recursos, realizado através do trabalho braçal e que resultou no corte da rocha que terminava na praia na divisa da foz do rio e aterrou o local que serviu de leito a essa estrada.
Consta a lenda de que no século XVI essa caverna era habitada por um monstro que devorava os transeuntes que passavam pela praia no rumo da vila de São Sebastião subindo o morro na única via da época o ”caminho das sete voltas”.
Até que o venerável jesuíta padre Anchieta que viajava pelo litoral benzeu a gruta jogando água benta, tendo o monstro fugido em direção ao mar, vomitando os que tinham sido devorados.
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Irineu Nalin é economista e ambientalista