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Geoprocessamento é a rota para a justiça fiscal - 23/7/2010

O advento da tecnologia pode e deve ser protagonista de grandes conquistas na esfera administrativa dos municípios brasileiros. E Ilhabela não sentirá o descompasso, mesmo que o seu desenvolvimento encontre caminhos promissores, ao longo dos anos.

Aparelhando-se com uma estrutura formalizada, em época de “vacas não muito gordas”, com a queda dos royalties no primeiro ano de administração, buscou a secretaria de Finanças atingir novos objetivos, com treinamento de pessoal e adotando a evolução tecnológica, bastando dizer que houve uma otimização radical em todas as secretarias, com um banco de dados altamente capacitado, dela tirando proveito até mesmo a prevenção, a segurança, com identificação de pontos conhecidos pelas Policiais Militar e Civil como focos de uso e distribuição de drogas, que serão passados às corporações de Segurança Pública, podendo ser melhor equacionadas as diligências de equipes de identificação e repressão.

Mas não é nesse aspecto que se situa a estratégia do mecanismo do geoprocesamento. Para se ter uma idéia inicial, nos primeiros meses de utilização do sistema já se pode registrar diferenças de mais de 700 metros em áreas construídas, e, atentem bem, mais de 200 imóveis edificados e que constavam na seção de cadastro imobiliário apenas como lotes de terrenos.

“Não se aumentará impostos, apenas e tão somente estaremos aplicando uma cobrança excedente sobre os carnês emitidos, porque os munícipes aumentaram as suas construções, alteraram as suas propriedades sem conhecimento e autorização da administração; o que estamos fazendo é justiça fiscal e isso refletirá socialmente na comunidade, sem dúvida”, diz Maurício Calil.

Os reflexos da queda dos royalties foram danosos às finanças do município, sem dúvida, todos bem o sabem. A manifestação final do secretário Maurício acentua que “A omissão do passado não se justifica, porque a inadimplência só se verificou devido a falta de eficiência e pudemos registrar com a aplicação da tecnologia que 25% das pessoas inscritas na dívida ativa do município jamais pagaram impostos; isso veio demonstrar que todos os contribuintes foram onerados devido à inércia do poder público”.

O cadastro imobiliário de Ilhabela se concretiza de forma a que o desenvolvimento do município possa acontecer, registrando-se diariamente, podendo-se afirmar que ela será conhecida em tempo real.

Realmente a tecnologia está sendo implantada, seguindo caminhos de muitos outros municípios que buscam na esteira do desenvolvimento a sua modernização.

Redação



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