Aqui mulher Segunda-Feira, 06 de setembro de 2010
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Há muita luz no mundo – é preciso saber usá-la

A astronomia é a ciência que se ocupa da constituição e do movimento dos astros, suas posições relativas e as leis dos seus movimentos. A astrologia é a arte divinatória que consiste em determinar a influência dos astros no destino e no comportamento da humanidade. Estudiosos da astronomia e astrologia apontam que a luminosidade do planeta possa ter alterado o comportamento do ser humano, com a exacerbada sensibilidade de cada um. Em verdade – embora passe de cem anos que passamos a ter a energia elétrica para iluminar-nos – a par da afluência da luz espiritual, enviada diretamente pelos seres que comandam a evolução de todas as vidas na terra, sob a orientação, direção e supervisão de um ente superior.
Ficamos, muitas vezes a pensar e concluímos que precisamos encontrar o que fazer com tanta luz, com tamanha luminosidade. Embora haja muita luz – há muito tempo – em todo o mundo, só demos conta de sua presença quando passamos a sentir diferente o meio em que vivemos, com mudança nunca antes vistas.
Até a década de 1950, havia luz, também, e essa luz era utilizada por menos gente (a população era menor), e a idéia da configuração familiar da época é o melhor retrato de uma família saudavelmente organizada, bem estruturada. O modelo teve o seu apogeu naquela época e não conseguiu manter o seu prestígio.
Mais gente usando a mesma luz, algumas mudanças, a mulher saiu às ruas na luta pelos seus direitos. Passou a controlar a natalidade e, também, a adaptar o sonho de ser mãe ao tamanho de suas possibilidades. Pôde, assim, buscar o prazer sexual mais livremente, relacionar-se amorosamente com poder de decisão e o casamento deixou de ser – como até então o era – para sempre, até que a morte a separasse. Foi mais liberdade que a mulher ganhou e o mundo mudou.
Nos anos 80 a mulher passou a arriscar mais, experimentando, ousando. A cara da família, com efeito, mudou muito, e, a mesma luz passou a ser usada por mais gente, remexendo na família inteira.
Hoje em dia, algum tempo passado, analisando desde lá, bem distante, temos que a mulher passou a eleger prioridades e a sua participação é efetiva, fez-se respeitar e ganhou foros de liderança.
Mas há os contratempos, ainda por causa de mais gente, em maiores e melhores posições, valendo-se da mesma luz do mundo, a natural e a artificial. Prestemos atenção e vamos enxergar coisas que não víamos antes, ouvir o que não ouvimos em outros tempos, como conversas de mulheres falando em solidão, culpa, desencanto, angústia, depressão, insatisfação.
Psicólogos se indagam – talvez sem prestar atenção na luminosidade do mundo – querendo saber se as mulheres não trocaram a camisa de força dourada dos idos de 50 por uma camisa invisível.
Ao deixar de ser submissa – ao pai, ao marido, aos padrões sociais – os seus impulsos e caprichos, as suas paixões e múltiplas pressões formaram a camisa de força interior que a domina, e ela procura mais luz, com certeza, porque o seu brilho foi ofuscado, pela busca incansável de mais luz.
Que haja eqüitativo uso de luz no mundo, para que a luz intensa que existe, não se perca, com uns usando mais que outros, confundindo-se na sombra ou na escuridão, daqui a pouco.

Fernando Siqueira



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